
O Parkinson é uma doença degenerativa que tem como sintomas, principalmente, tremores e lentidão dos movimentos, mas pode se manifestar de outras formas como com a diminuição do olfato, transtornos do sono, alterações do ritmo intestinal e depressão.
No nosso cérebro, a doença se desenvolve quando existe uma falta significativa de Dopamina, neurotransmissor responsável por transmitir informações às áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A sua falta pode levar a tremores desde leves até incapacitantes, que dificultam o paciente de realizar atividades simples do dia a dia, como alimentar-se, por exemplo. A ausência ou diminuição desse neurotransmissor também tem ligação com o desenvolvimento da depressão.
Doenças progressivas, como Parkinson, geram um estresse contínuo e crescente não só no portador, mas, também, na rede de apoio dele, que pode entrar em um processo de adoecimento junto com o paciente, já que eles falam e vivem a doença dia e noite, todo o tempo.
O suporte psicológico é fundamental para elaboração dos problemas emocionais que surgem, tanto do lado do paciente, como problemas de autoestima que podem levar ao isolamento social e piorar o quadro, quanto do lado do cuidador que sofre grande desgaste físico e emocional para atender às necessidades da pessoa adoecida.

O acompanhamento psicológico acolhe o cuidador, que é quem procura garantir a qualidade de vida do doente, e, por outro lado, ajuda o paciente no processo de aceitação da doença e no convívio com as perdas constantes. Manter a saúde do sistema familiar e da rede de apoio é fundamental para que o Parkinsoniano tenha um ambiente de qualidade para viver.
Psicóloga Amandha Guedes
???????